A flexibilidade e os desportos de alta competição

Em resposta a uma questão que alguns atletas de alta competição colocam, sobre a importância da flexibilidade para a competição, hoje publicamos um artigo do site Sport Fitness Advisor, que aborda este tema.

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Os Benefícios do Treino de Flexibilidade

Em termos gerais, a flexibilidade tem sido definida como a amplitude de movimento sobre uma articulação e os seus músculos circundantes durante um movimento passivo. Neste contexto, passivo significa que não existe qualquer envolvimento do músculo para manter o alongamento. A força necessária para o alongamento é providenciada pela gravidade ou por um parceiro.

Ao aumentar a amplitude de movimento articular, o desempenho pode ser melhorado e o risco de lesão reduzido. A justificação para isso é que um membro pode avançar antes de ocorrer uma lesão.

Músculos do pescoço tensos, por exemplo, podem restringir o quão longe você pode virar a cabeça. Se, durante uma jogada, a sua cabeça é forçada para além da amplitude normal de movimento, vai colocar pressão sobre os músculos do pescoço e tendões.

Ironicamente, o alongamento estático pouco antes de um jogo ou treino pode ser prejudicial para o desempenho e não oferece proteção contra a lesão. A ênfase está em “pode”. No entanto, um exame mais minucioso da literatura científica mostra que os efeitos são muitas vezes mínimos e portanto não conclusivos.

A rigidez muscular, que tem sido associada a um aumento do risco de roturas musculares, pode ser reduzida antes do treino, com um alongamento dinâmico. Por esta razão, muitos treinadores agora utilizam alongamentos dinâmicos como parte do aquecimento.

O desporto de alta competição pode ter um grande efeito de desequilíbrio no corpo. Tome os desportos de raquete como exemplo: o mesmo braço é usado para bater milhares de bolas, uma e outra vez. Um lado do corpo é colocado sob diferentes tipos e níveis de stress, em comparação com o outro. O mesmo é verdade para desportos como o futebol, onde predomina a utilização de um pé para chutar. Um programa de treino de flexibilidade pode ajudar a corrigir estas disparidades, prevenindo lesões crónicas por utilização constante.

Claro, um atleta mais flexível é um atleta mais móvel. A flexibilidade permite-lhe movimentar-se no campo com maior facilidade e destreza. Outros benefícios podem ser um aumento na consciência corporal e um maior relaxamento nos grupos musculares estendidos – e ambos podem ter implicações positivas na aquisição de habilidades e melhoria do desempenho.

Tipos de Flexibilidade e Alongamento

Flexibilidade dinâmica – a capacidade de executar movimentos dinâmicos dentro da total amplitude de movimento da articulação (exemplo: torção)
Flexibilidade estática ativa – esta refere-se à capacidade de estender um músculo antagonista usando apenas a tensão no músculo agonista (exemplo: elevar a perna estendida à frente do corpo e mantê-la lá utilizando a força muscular)
Flexibilidade estática passiva – a capacidade de manter um alongamento usando o peso do corpo ou alguma outra força externa (exemplo: manter a perna estendida e elevada à frente do corpo, mas apoiada numa cadeira)

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