Pensamentos

10-wacky-yoga-poses-that-will-blow-your-mind-1“The only limitations you will ever have are the ones you put on yourself” Kristinna Habashy

(As únicas limitações que tens são as que colocas a ti mesmo)

Bom fim de semana 😉

Dieta recomendada pela ONU

shutterstock_72197374-642x336Hoje reproduzimos um artigo publicado no site Olhar Animal

Uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome, da escassez de combustíveis e dos piores impactos das mudanças climáticas, afirmou hoje um relatório da ONU. Na medida em que a população mundial avança para o número previzível de 9,1 bilhões de pessoas em 2050 e o apeite por carne e laticínios ocidental é insustentável, diz o relatório do painel internacional de gerenciamento de recursos sustentáveis do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP).

Diz o relatório: “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam sustancialmente devido ao crescimento da população e do consumo de produtos de origem animal. Ao contrário dos que ocorre com os combustíveis fósseis, é difícil procurar por alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial nos impactos somente seria possível com uma mudança substancial na alimentação, eliminando produtos de origem animal”.

O professor Edgar Hertwich, principal autor do relatório, disse: “Produtos de origem animal causam mais danos do que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. A biomassa e plantações para alimentar animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fósseis”.

A recomendação segue o conselho de Lorde Nicholas Stern, ex-conselheiro do governo trabalhista inglês sobre a economia das mudanças climáticas. O Dr. Rajendra Pachauri, diretor do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), também fez um apelo para que as pessoas observem um dia sem carne por semana para reduzir emissões de carbono.

O painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com o desenvolvimento econômico, eles disseram.

Ernst von Weizsaecker, um dos cientistas especializados em meio ambiente que coordenaram o painel, disse: “A crescente riqueza econômica está levando a um maior consumo de carne e laticínios – os rebanhos agora consomem boa parte das colheitas do mundo e, por inferência, uma grande quantidade de água doce, fertilizantes e pesticidas”.

Tanto a energia quanto a agricultura precisam ser “dissociadas” do crescimento econômico porque os impactos ambientaris aumentam grosso modo 80% quando a renda dobra, afirma o relatório.

Achim Steiner, subsecretário geral da ONU e diretor executivo da UNEP,afirmou: “Separar o crescimento dos danos ambientais é o desafio número um de todos os governos de um mundo em que o número de pessoas cresce exponencialmente, aumentando a demanda consumista e persistindo o desafio de aliviar a miséria e a pobreza”.

O painel, que fez uso de diversos estudos incluindo o Millennium Ecosystem Assessment (avaliação do ecosistema no milênio), cita os seguintes itens de pressão ambiental como prioridade para os governos do mundo: mudanças climáticas, mudanças de habitats, uso com desperdício de nitrogênio e fósforo em fertilizantes, exploração excessiva dos oceanos e rios por meio da pesca, exploração de florestas e outros recursos, espécies invasoras, fontes não seguras de água potável e falta de saneamento básico, exposição ao chumbo, poluição do ar urbano e contaminação por outros metais pesados.

A agricultura, particularmente a carne e os laticínios, é responsável pelo consumo de 70% de água fresca do planeta, 38% do uso da terra e 19% da emissão de gases de efeito estufa, diz o relatório, que foi liberado para coincidir com o dia Mundial do Meio Ambiente no sábado.

Ano passado, a Organização de Alimentos e Agricultura da ONU (FAO) disse que a produção de alimentos teria de aumentar em 70% para suprir as demandas em 2050. O painel afirmou que os avanços na agricultura serão ultrapassados pelo crescimento populacional.

O professor Hertwich, que é também diretor de um programa de ecologia industrial na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, disse que os países em desenvolvimento, onde se dará grande parte do crescimento populacional, não devem seguir os padrões de consumo ocidentais: “Os países em desenvolvimento não devem seguir nossos modelos. Mas cabe a nós desenvolver tecnologias em, digamos, energia renovável e métodos de irrigação.”

Fonte: Brasil em Pauta / Guardian

Criar hábitos

malos_habitos_post

Os hábitos são formados por três factores que entram em ciclos ou loops:

Gatilho, deixa ou estímulo:  podemos dar-lhe vários nomes, é algo que vai despertar ou chamar a atenção do nosso cérebro, e que nos leva a realizar o hábito.

Rotina: é um conjunto de actividades que estão relacionadas, e são observadas por qualquer pessoa, menos pelo próprio, pois geralmente esta rotina é inconsciente.

Recompensa: o próprio nome já diz tudo, é algo que ganhamos após executar a tarefa ou conjunto de tarefas.

Após realizar muitas vezes o mesmo ciclo entramos em piloto automático e fazemos as coisas sem ter consciência delas. Ou seja, quando surge o estímulo, e depois de realizado muitas vezes, o cérebro descontrai e deixa de se preocupar com isso. Surge a rotina espontâneamente, sem ser necessário pensar na sua execução, pois já sabemos que no final vamos ser recompensados.

Estas rotinas podem ser físicas, emocionais ou mentais. Mas não é o suficiente para que um hábito seja instalado permanentemente. O que faz isso é o nosso desejo, ansiedade de recompensa: passamos a associar o estímulo ao prazer, à felicidade, à satisfação ou seja, antecipamos mentalmente o que vamos ganhar e assim o hábito transforma-se em vício.

Entendemos melhor porque se diz que o Homem é um animal de hábitos. Muitos dos estudos feitos são aproveitados pela indústria de marketing para divulgar os seus produtos.

Algumas curiosidades:

A pasta de dentes não precisaria ter aquele gosto fresco meio picante para limpar os dentes, aliás não precisaria ter nenhum sabor, mas isso é a nossa recompensa: ter a sensação de boca limpa por estar fresca.

O champô também não precisa fazer espuma para lavar bem o cabelo, seria igual se não produzisse. Mas a espuma é a nossa recompensa, ficamos com a sensação (recompensa) de estar a limpar melhor. A mesma coisa para o detergente de loiça, o sabonete, o gel de banho, tudo o que serve para lavar e que seja percebido por nós.

Temos a excepção da roupa: já reparou que a máquina de lavar roupa não produz tanta espuma? Ou os líquidos para o chão? E mesmo assim cumprem a sua função de limpar.

Para quem gosta de referências científicas sobre este assunto, recomendo muito o livro “O Poder do Hábito” de Charles Duhigg e “Blink” de Malcolm Gladwell.

Até ao próximo artigo,

Bruno Amaral