Viva + Yoga 2016

Estamos prontos e em contagem decrescente para o melhor fim de semana do ano. Dias 7 e 8 de Maio, no Sesimbra Hotel & Spa.

Inscrições abertas. Garante a tua vaga!

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Mais informações e inscrições em espacotelheiras@gmail.com

Mantra do mês

Samba Sada Shiva, Samba Sada Shiva, Samba Sada Shiva, Samba Shiva ÔM Hara.
ÔM Mátá, ÔM Mátá, ÔM Srí Mátá Jagadambá.
Uma Paramêshwarí, Srí Bhuvanêshwarí, Ádi ParaShaktí Dêví Mahêshwarí.

Assim já não há desculpa para não vocalizar 😉

Galho seco e galho verde

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fotografia retirada de Dudes Doing Yoga

Ou porque é importante ser flexível.

Existem inúmeras razões para trabalhar a nossa flexibilidade física, mas a mais importante de todas é evitar lesões e garantir maior longevidade do nosso corpo.

Utilizando palavras do Prof. Bruno Amaral, comparemos um galho seco e um galho verde: o galho seco parte-se com muita facilidade, enquanto que o galho verde, por ser mais flexível, é mais difícil de partir.

Caminhemos então para nos tornarmos um galho mais verde, mais flexível, e por isso mais difícil de partir. E não pensem que estou apenas a direccionar este post aos desportistas. Quantos de nós já torcemos um tornozelo por apoiar o pé num piso irregular, ou já caímos por tropeçar numa pedra de calçada que estava mais saída? Tornar os nossos músculos e articulações mais flexíveis é um objectivo que deve estar na mente de todos nós, quanto mais não seja para evitar transformar um pé mal colocado em semanas de gesso e fisioterapia…

Mas há mais na flexibilidade do que evitar lesões. Ainda num nível físico, um corpo flexível é mais bonito e consegue mover-se mais graciosamente, deixando um rasto de elegância e subtileza por onde passa.

E por último, para não me alongar muito mais, sejamos flexíveis também nas nossas emoções. O yôga é uma filosofia prática de vida que visa a integração com o mundo que nos rodeia, tendo como meta o autoconhecimento. Este mundo que nos rodeia é composto por uma imensa diversidade de culturas e maneiras de estar na vida. Ao sermos flexíveis emocionalmente, estamos a aceitar estas realidades diferentes, numa convivência pacífica que só beneficia a todos. E, não sendo possível conviver com todos, sejamos flexíveis o suficiente para, em vez de tentarmos mudar quem está ao nosso lado, nos afastarmos de quem não nos quer bem.

Técnica do mês

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Este mês escolhemos o kapôdásana, técnica de flexibilidade, que tem várias actuações. Trabalha a abertura pélvica, adquirindo uma maior rotação da anca, ajuda a aliviar a dor ciática, e proporciona uma óptima extensão dos músculos das coxas (quadriceps) e glúteos (gluteus maximus). Sendo uma técnica de retroflexão, vai também melhorar a postura, fazendo com que as nossas costas fiquem mais direitas.

Por tudo isto, vamos praticar?

Yôga & Padel: casamento feliz?…

Seguindo o desafio proposto por um amigo, vou então escrever a minha opinião sobre o “casamento” entre o yôga, filosofia prática de vida, e o padel, desporto cada vez mais praticado no nosso país.

urdhwasamakO yôga não é um desporto, e sim uma filosofia. Tem como objectivo alcançar um estado de autoconhecimento e hiperconsciência, só possível de atingir através da sua prática diligente. O SwáSthya Yôga, tal como muitos outros ramos, utiliza técnicas corporais que combinam força e flexibilidade, trabalhadas em posições estáticas que muitas vezes desafiam a lei da gravidade.

O yôga visa expandir a consciência através da melhoria da concentração, razão pela qual é dada tanta importância a uma correcta respiração, e a uma permanência demorada nessas técnicas de força e flexibilidade, que levam a uma melhoria substancial tanto da condição física como da capacidade de concentração dos praticantes.

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fotografia de Clube de Padel

O padel é um desporto de raquete, jogado a pares num campo fechado, onde também se utilizam as paredes para o jogo. Por ser um desporto relativamente fácil de começar a jogar, tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos, de ambos os sexos, e numa faixa etária que vai dos 8 aos 80 anos. É um desporto que, se jogado com mais intensidade, começa a requerer maior destreza física, podendo por isso causar várias lesões, principalmente ao nível muscular e das articulações.

Para um yôgin (nome dado ao praticante de yôga), o padel revela-se um desporto social e muito divertido, que explora o exercício de tipo aeróbico, sendo por isso um óptimo complemento às práticas mais introspectivas e estáticas que caracterizam o yôga.

Para um padelista (nome dado ao praticante de padel), o yôga é uma óptima maneira de melhorar a sua concentração, trabalhando ao mesmo tempo a flexibilidade e reforço muscular. Uma boa consciência corporal e uma correcta respiração vão trazer muitos benefícios ao jogador de padel, dos quais se destaca o facto de evitar muitas lesões, tão fáceis de ocorrer durante os jogos, mesmo amigáveis.

A um nível mais profissional, um jogador de padel só tem a ganhar com a prática do yôga: além de melhorar a sua condição física, com técnicas que lhe permitem aumentar a sua capacidade respiratória, a flexibilidade e a força muscular, vai também melhorar a sua capacidade de concentração e intuição, tão importantes nos momentos decisivos, em que a escolha do movimento certo vai determinar o resultado do jogo.

Por isso, do casamento entre yôga & padel há a dizer:  e viveram felizes para sempre… 🙂