Viva + Yoga 2016

Estamos prontos e em contagem decrescente para o melhor fim de semana do ano. Dias 7 e 8 de Maio, no Sesimbra Hotel & Spa.

Inscrições abertas. Garante a tua vaga!

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Mais informações e inscrições em espacotelheiras@gmail.com

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O que fazer no ásana?

Um dos objectivos das técnicas corporais do yoga é permanecer o máximo de tempo. Lembro que esse tempo é diferente de pessoa para pessoa, e varia também com a técnica: há posições ou posturas que conseguimos permanecer mais tempo outras menos.

O mais importante é mesmo respeitar o seu corpo e o seu ritmo, não tenha pressa. A natureza não dá saltos, tudo tem o seu tempo e o conforto é essencial.

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Mas o que fazer? 

Muitas vezes quando estamos na posição a nossa mente foge para outro lugar: coisas que deixei de fazer, outras que preciso fazer, alguma conversa que ouvi, as contas para pagar, ou ainda julgar o que as outras pessoas estão a pensar…

Procure viver o momento, concentre a atenção no corpo, no movimento de entrar e sair do ásana. Perceba as partes do corpo que estão a trabalhar, que são solicitadas para conseguir manter a posição estável, imóvel. Sinta os músculos que contraem e os que estendem, as articulações solicitadas. Evite colocar carga/peso nas suas articulações, ao fazer isso vai prolongar a sua longevidade; a força deve ser feita pelos músculos. Procure relaxar os músculos que não estão a ser utilizados.

Resumindo: utilize a força muscular e descontraia as articulações, mantenha a atenção nos que estão a ser solicitados, lembrando que se deve esforçar, mas sem forçar.

Agora que percebeu o seu corpo, volte a atenção para a respiração: deixe a respiração natural e observe sem interferir. Como está o ritmo? Que partes da respiração estão a ser utilizadas? (baixa, média, alta) Que fases estão mais demoradas? (inspiração, expiração, retenção com e sem ar)

Domine agora a sua respiração: mantenha um ritmo lento e contínuo, evite oscilações (lento, rápido), faça uma respiração o mais profundo possível, de forma a utilizar as três partes. Utilize o seu potencial máximo, marque as fases de retenção, não sendo necessário contar o ritmo, apenas dar a pausa com e sem ar.

Caso a sua mente fuja, traga-a de volta. A nossa natureza leva-nos à dispersão, o ásana ajuda a treinar o foco, a concentração no que está a ser feito. Transportando essa conquista para a nossa vida, vamos poder concentrar-nos no que realmente importa, evitando as distracções que estão à nossa volta.

Dicas para evoluir aproveitando a respiração:

Se estiver a fazer uma posição de flexibilidade procure avançar durante a expiração. Esta fase da respiração está associada à descontracção, ao relaxar a musculatura consegue evoluir mais.

Se a posição é de força ou equilíbrio procure manter a atenção na inspiração. Ao inspirar estamos a trazer oxigénio, que está a ser utilizado pelos músculos (força) e também estendemos a coluna vertebral, abrimos o peito o que vai ajudar a manter o equilíbrio.

Aproveite o momento e entregue-se! É tão difícil nos dias de hoje ter um momento só nosso. A prática é o seu momento: aproveite e desfrute ao máximo. O seu corpo e mente agradecem, e a forma que têm de demonstrar isso é ficando com mais saúde, bem-estar e lucidez.

Boa semana!

Bruno Amaral

Desafio à Segunda

Katikásana Katika

Tradução: katika = anca/bacia/cintura

Esta técnica trabalha as ancas, pernas e costas, proporcionando a extensão destas zonas

Como executar: sentado no chão com as pernas estendidas para a frente, apoiar as mãos atrás no chão com os dedos voltados para trás e os pulsos para as costas. Fazer força com a anca para cima elevando todo o corpo, de modo a ficar apenas com as mãos e os pés no chão. Permaneça assim o máximo de tempo, respeitando sempre os seus limites e conforto.

Mantra do mês

Samba Sada Shiva, Samba Sada Shiva, Samba Sada Shiva, Samba Shiva ÔM Hara.
ÔM Mátá, ÔM Mátá, ÔM Srí Mátá Jagadambá.
Uma Paramêshwarí, Srí Bhuvanêshwarí, Ádi ParaShaktí Dêví Mahêshwarí.

Assim já não há desculpa para não vocalizar 😉

Origem do Ásana

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Imagem retirada de bbc.co.uk, que mostra como deveria ser a cidade de Lothal, no Vale do Indo

As primeiras referências ao yoga, remontam à civilização do Vale do Indo (3300 ac a 1300 ac), conhecida também como civilização harappiana, a mais antiga civilização urbana do subcontinente indiano. Este vale ficava situado onde hoje é o Paquistão e Índia Ocidental, e estendia-se por um território igual ao da Europa Ocidental. Esta civilização é a maior das 4 mais antigas culturas (Egipto, Mesopotâmia, Índia e China).

Ainda se sabe muito pouco acerca desta civilização, pois a escrita ainda está por decifrar. As escavações permitiram saber que tinham como meio de subsistência a agricultura, cultivando trigo, cevada, algodão, etc. Domesticavam animais: cães, gatos, aves, porcos, e faziam trocas comerciais, pois trouxeram metais e pedras preciosas de regiões distantes.

Era um povo bem avançado para a época: tinha conhecimentos de navegação (barcos pequenos que deveriam assimilar-se aos que encontramos hoje nos rios da Índia); foi possivelmente também a primeira civilização a utilizar o transporte sobre rodas, que seria muito idêntico às carroças de bois que são utilizadas hoje em dia; era conhecido por terem grandes artesãos, utilizaram tijolos cozidos para a construção das casas, faziam esculturas, vasos, brinquedos, trabalhavam os metais e pedras preciosas, criando vários ornamentos como colares, cintos etc.

Dos artefactos mais conhecidos são os pequenos selos feitos em esteatito (pedra sabão), que representavam animais, algumas formas humanas e caracteres não decifrados até hoje (1). Num desses selos com formas humanas, chamado de pashupati, encontramos um homem sentado em posição de yoga, rodeado de animais. Ficou conhecido como Senhor das Feras, Shiva ou Rudra (2).

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Também é reconhecido como criador do yoga. Esta será então a primeira vez que se tem registo da referência ao yoga, numa civilização que teve início em 3300 ac, o seu apogeu em 2600 ac a 1900 ac, quando entrou em declínio, tendo-se  extinguindo em 1300 ac.

Bruno Amaral