A meditação e a resposta à tristeza

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Cientistas da Universidade de Toronto podem ter encontrado um método de treino para ajudar as pessoas a controlar as suas reacções à tristeza, de acordo com um estudo de 2010 do jornal Emotion. Ressonâncias magnéticas ao cérebro revelaram que as pessoas que utilizaram uma meditação mindfulness responderam de modo diferente a um nível neural – mais uma prova de como a neuroplasticidade do cérebro pode ser aproveitada de forma positiva.

Treino de meditação mindfulness: porque pode funcionar

Alguns estudos já executados mostraram que quanto maior a consciência metacognitiva das pessoas face aos seus estados emocionais, melhor elas conseguem controlar as suas emoções. Metacognição é a capacidade de pensar sobre o seu próprio pensamento – parar e aperceber-se quando está zangado, ou chateado, ou radiante, e considerar o seu estado mental racionalmente.

Com este conhecimento, os pesquisadores desta Universidade de Toronto colocaram a hipótese que o treino de meditação poderia ajudar as pessoas a regular a sua resposta às emoções negativas sem comprometer a experiência completa dessa emoção. A meditação não quer suprimir a dor emocional; ela ensina a aceitar calmamente quaisquer sensações negativas e positivas, reconhecendo-as como flutuações perfeitamente normais.

No passado, o treino de meditação foi também eficaz para pacientes que sofriam de dor física – uma descoberta promissora, dado que a dor física e emocional partilham as mesmas raízes no cérebro.

8 semanas de treino de meditação mindfulness para ajudar a reduzir o stress

Os pesquisadores recrutaram 36 participantes que já estavam num programa de redução de stress num centro médico de Toronto. Estes participantes responderam a 3 questionários sobre os seus níveis de depressão, ansiedade e outros sintomas. Os resultados revelaram que os participantes estavam com uma depressão moderada – não surpreendente, dado o seu envolvimento neste programa de redução do stress.

Metade dos participantes foram colocados no grupo de controlo, onde passaram por um programa standard de redução de stress, que decorreu no centro médico durante as 8 semanas seguintes.

Os outros participantes (trainees) passaram por um treino adicional personalizado de meditação mindfulness, que os ensinou a deitar, sentar, andar, comer ou praticar yôga. A seu tempo, foi-lhes também dado “trabalho de casa” com exercícios no computador que os instruiu a dar atenção aos seus sentimentos e sensações corporais. Todo o treino de meditação mindfulness os encorajou a cultivar uma aceitação de todas as experiências, e a enfrentar as dificuldades e desconfortos, desenvolvendo a sua consciência metacognitiva.

Várias vezes durante estas 8 semanas, tanto o grupo de controlo como o de treino foram chamados para avaliações emocionais. fizeram ressonâncias magnéticas ao cérebro enquanto assistiam a excertos de filmes neutros ou tristes. De seguida classificaram o seu grau de tristeza em resposta ao que tinham acabado de assistir.

O treino de meditação mindfulness altera os sintomas e os padrões do cérebro

Após as 8 semanas, todos os participantes responderam aos mesmos 3 questionários do início do estudo. O grupo de trainees respondeu que se sentia significativamente menos depressivo. Mais importante que isso, as ressonâncias magnéticas ao cérebro suportaram estas descobertas: os trainees do grupo de  meditação mindfulness exibiram uma actividade cerebral diferente daquela do grupo de controlo quando assistiam a filmes tristes. Os trainees pareciam ter mudado a forma como os seus cérebros exprimiam a tristeza.

Mas crucial é que tanto o grupo de controlo como o grupo de trainees deram a mesma classificação de tristeza aos filmes que assistiram. O treino não pareceu ter dessensibilizado os participantes relativamente à dor emocional; simplesmente tornou-os melhores a manter a sua compostura mental.

Este estudo abre a porta a novas e excitantes utilizações para o treino da meditação que suportem mais pesquisas. Controlo emocional, depressão e ansiedade são condições por que milhões de pessoas passam, e a meditação pode representar um método de intervenção simples que preserva a gama completa de experiências emocionais. Enquanto esperamos pelo desenvolvimento de mais estudos sobre a meditação, você pode sempre tentar adoptar a prática da aceitação e consciência na sua própria vida.

(traduzido de Lumosity)

Por tudo isto e muito mais: vamos meditar? 🙂

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Dia de São Martinho

texto retirado de observador.pt

A lenda de São Martinho

Num dia frio e chuvoso de inverno, Martinho seguia montado a cavalo quando encontrou um mendigo. Vendo o pedinte a tremer de frio e sem nada que lhe pudesse dar, pegou na espada e cortou o manto ao meio, cobrindo-o com uma das partes. Mais à frente, voltou a encontrar outro mendigo, com quem partilhou a outra metade da capa. Sem nada que o protegesse do frio, Martinho continuou viagem. Diz a lenda que, nesse momento, as nuvens negras desapareceram e o sol surgiu. O bom tempo prolongou-se por três dias.

Na noite seguinte, Cristo apareceu a Martinho num sonho. Usando o manto do mendigo, voltou-se para a multidão de anjos que o acompanhavam e disse em voz alta: “Martinho, ainda catecúmeno [que não foi batizado], cobriu-me com esta veste”.

As tradições do dia de São Martinho

O dia de São Martinho é festejado um pouco por toda a Europa, mas as celebrações variam de país para país. Em Portugal é tradição fazer-se um grande magusto, beber-se água-pé e jeropiga. Esta é também uma altura em que se prova o novo vinho, produzido com a colheita do ano anterior. Como diz o ditado popular, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”.

De acordo com alguns autores, como José Leite de Vasconcelos e Ernesto Veiga de Oliveira, a realização dos magustos remonta a uma antiga tradição de comemoração do Dia de Todos os Santos, onde se acendiam fogueiras e se assavam castanhas. Em outros países, como na Alemanha, acendem-se fogueiras e fazem-se procissões, e em Espanha matam-se porcos, tradição que deu origem ao ditado popular “a cada cerdo le llega su San Martín” (“cada porco tem o seu São Martinho”). Também no Reino Unido existe a expressão “verão de São Martinho” que, apesar de já raramente utilizada, está também ligada com a crença de que o tempo melhora nos dias que antecedem o feriado.

(pode ler o artigo completo aqui)

Este ano o Verão de São Martinho ficou um pouco envergonhado e decidiu não sair à rua. Mas aproveite a folga que a chuva nos deu e faça a sua prática. Em casa, ou em qualquer outro espaço que seja apetecível. Mas pratique! 🙂

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“Seja tão simples como você pode ser, você ficará surpreso ao ver o quão simples e feliz sua vida pode se tornar.” Paramahansa Yogananda

Se é assim com os feijões, imagine com a sua vida…

Há 2 semanas que temos vindo a desenvolver uma “experiência científica” no Espaço Telheiras. E esta já deu os seus frutos. Aliás, feijões! 🙂

Explico a experiência:
Foram colocados 2 feijões em copos separados, ambos com exactamente as mesmas condições (mesmo algodão, mesma quantidade de água, mesma quantidade de sol).

A única variável foi a mentalização: o feijão no copo identificado com o sorriso era brindado diariamente com boas mentalizações, carinho e boa disposição; o feijão no outro copo era ignorado, ou brindado com sentimentos mais pesados como a raiva.

Eis as fotografias do que sucedeu:

O que se segue a esta “experiência”:

O feijão que germinou vai ser plantado numa terra que o permita crescer e dar muitos feijõezinhos felizes.

O feijão que não se desenvolveu vai agora ter um sorriso no seu copo e muitas mentalizações positivas. A ver se ainda o conseguimos recuperar… 🙂

Com esta “experiência” quisemos provar que uma atitude positiva tem resultados efectivos. E se fez isto com dois feijões, organismos vegetais sem sistema nervoso central, imagine o que pode fazer consigo e com a sua vida!!

Por isso, a partir de hoje, e independentemente de estar sol ou a chover, vista um sorriso e encare a vida com uma atitude positiva 😉

Sorria e o mundo sorrirá com você, chore e você chorará sozinho. DeRose

15 alimentos que pode replantar

Artigo retirado de SOS Solteiros

Cebolinha

cebolinhaQuando for usar a cebolinha, separe toda a parte branca e mais um pedacinho da parte verde. Coloque dentro de um copo com água, cobrindo cerca de 2,5 cm (a parte branca). Deixe num local ensolarado e dentro de poucos dias, terá cebolinhas novas para usar e não precisará mais comprar. Troque a água todos os dias. Se tiver um quintal, também poderá replantar e terá mais cebolinhas que qualquer Mônica poderia aguentar, até para dividir com amigos, vizinhos e família.

Manjericão

manjericaoAcho o mais saboroso e o mais cheiroso dos temperos. Separe mais ou menos três pares de hastes, corte-as com uns 10 a 15 cm, escolha as mais bonitas, retire as folhas da parte de baixo, também as flores, deixando apenas algumas folhas na parte superior. Coloque num copo de vidro com água até metade e deixe num lugar ensolarado, trocando a água de dois em dois dias. Depois, quando as raízes estiverem com o tamanho de 2 cm é hora de replantar num vaso médio, grande ou numa floreira, pois ele precisa de espaço e de sol. Assim terá manjericão por um ano sem problemas, para molhos pesto, pizzas marguerita e qualquer outro prato.

Hortelã

hortelaFunciona da mesma forma que o manjericão. Depois precisa ser plantada também num vaso maior e com furos em baixo, pois necessita de solo drenado e de muita água. Em nenhum momento a terra poderá ficar seca. Então cuidado com o sol da tarde.

Alecrim

alecrimFaça o mesmo processo inicial do manjericão e da hortelã. Depois plante os galhinhos em um vaso com furos em baixo para drenar a água, numa mistura de 2/3 de areia grossa e 1/3 de terra musgo. Pela composição da terra, já se percebe que ele não curte muita água, então não regue demais, mantenha-o num local ensolarado. Vá cortando os galhinhos quando precisar, depois replante de novo. Essa técnica pode ser usada com outros temperos, como o coentro.

Alho

alhoAqui vamos aproveitar as folhas do bolbo. Não precisa ser replantado, se colocado os dentes numa vasilha de vidro com água, crescerão brotos que ficarão ótimos com batatas assadas, húmus, guacamole e qualquer tipo de salada por exemplo, mas use apenas as extremidades, que são mais saborosas.

Cenoura

cenouraIgual ao alho, vamos aproveitar as folhinhas. Também não precisa plantar, poderá usar as folhas para complementar sopas, saladas e até drinks de frutas, pois são muito nutritivas. Usará exatamente aquela parte da cabeça da cenoura que todos jogam fora. Assim como na imagem, o ideal é colocar várias numa vasilha com água pela metade, em 15 dias começam a brotar.

Alface Romana

alfacePoderá partir também para o cultivo hidropônico. Basta pegar a cabeça do alface, aquela que ia jogar fora, e colocar numa vasilha com água, troque sempre que necessário. Não terá aquele alfação, mas será o teu alfacinho.

Aipo (Salsão)

aipoMuito usado hoje nas sopas de regime, então melhor replantar para não ficar gastando dinheiro. É só cortar lá no talo, uns 5 cm, e deixar numa vasilha como um pires mais fundo com água, trocando sempre (ou use um copo cheio de água). Humedeça também a parte de cima da planta para não ressecar. Deixe num local ensolarado. Vai ver que folhinhas amarelinhas brotarão no centro, depois ficarão verdes. Após 5 a 7 dias de completo brotamento das folhas, passe para um vaso com uma boa mistura de terra e furos para drenar a água e em breve terá talos de salsão para seus pratos e sopas.

Acelga

acelgaDa mesma forma que o Aipo, reutilizar a parte inferior (raiz), “inútil”, da verdura. Tudo muito fácil.

Alho francês

alho francesDa família da cebolinha e tal qual, também brota fácil na água. Corte o talo com a parte da raiz, uns 5 cm, e coloque num recipiente não muito fundo ou apoie com dois palitos, um de cada lado, com água até o começo da raiz e vá cuidando para que não evapore e seque. Se for época de temperatura baixa, poderá manter na água mesmo, mas se for verão, replante num vaso com terra preparada, após criar as raízes. E as folhinhas brotarão e brotarão…

Erva Cidreira

ervaNão é preciso ter aquela moita enorme. Consiga cinco ou seis talos, deixe na água até criar as raízes e passe para o vazo com a terra já preparada. Ela suporta bem o sol, deve ser regada normalmente, assim terá sua erva cidreira para aquele chá quando estiver sem sono…

Cebola

cebolaCom a extremidade da raiz descartada da cebola, faça a mesma técnica da água que a cebolinha, e tantas outras que citamos. Então, após aparecer as raízes, coloque ao sol num vaso com terra de qualidade ou diretamente no solo do lado de fora.

Como lobos mudam rios

“Essa é uma daquelas histórias que parecem ter sido inventadas. Nos anos 90, no parque de Yellowstone (nos EUA), lobos já estavam praticamente extintos. Cientistas então resolveram reintroduzir esses animais ao parque. Como todo mundo sabe, lobos são predadores e, por isso, muitos acreditavam que aquilo poderia ser prejudicial ao ambiente que já se encontrava em desequilíbrio.

Para a surpresa dos cientistas, não foi o que ocorreu. Não só isso, mas outras coisas inesperadas e incríveis começaram a acontecer. E mais uma vez, o homem curvou-se diante da soberania da mãe natureza. Espetacular.”

retirado de www.socialfly.com.br

Impressionante como a Mãe Natureza nos dá lições de vida, mostrando-nos que a sociedade funciona melhor quando várias espécies coabitam 😉