Inteligência Emocional

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Inteligência emocional – “…capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós, e nos nossos relacionamentos.” (Goleman, 1998)

1. Reconhecer e identificar as próprias emoções e sentimentos, quando surgem e porque surgem;

2. Saber lidar com os próprios sentimentos e emoções, ter a capacidade de transmutá-los quando necessário, adaptando-se a cada situação;

3. Auto-motivação – dirigir as emoções ao serviço de um objectivo ou realização pessoal, ter a capacidade de se incentivar a si próprio e seguir em frente, mesmo em situações adversas;

4. Reconhecimento de emoções noutras pessoas – reconhecer emoções no outro e empatia de sentimentos (importante para a comunicação).

Como fazer então para trabalhar a Inteligência Emocional?

O mais importante é colocar as emoções positivas em acção. Reconhecer que está apático, triste, depressivo. Seja verdadeiro, estes estados dificultam muito a produtividade. Depois deve ter a consciência do que tem de fazer para mudar esse estado – é preciso agir o mais rápido possível!

Pergunte: Onde quero chegar? Qual é o meu objectivo? O que tenho de fazer para ficar contente?

Arranje um gatilho para despertar as emoções positivas, ou seja, sempre que tiver uma emoção positiva associe a algo. Controle as suas emoções ou elas vão controlá-lo.

Faça um pequeno exercício:

1. Divida uma folha em duas colunas;

2. Pense numa pessoa que despreze, odeie, com quem tenha dificuldade em relacionar-se;

3. Na primeira coluna escreva 3 coisas que odeia nessa pessoa (por exemplo: mentiroso, negativo, complicado, atrasado, etc.);

4. Pense numa pessoa que goste, admire;

5. Na segunda coluna escreva 3 coisas que admira e gosta nessa pessoa (por exemplo: verdadeiro, amigo, sincero, etc).

O que quer dizer cada coluna? É que nós somos assim? Não. Quer dizer que quando nos comportamos como descrito na coluna 1, ficamos chateados e revoltados. Quando nos comportamos de acordo com a coluna 2 ficamos felizes, motivados, orgulhosos.

O nosso estado emocional é afectado, mesmo que não tenhamos consciência disso. Este conceito foi desenvolvido por C. G. Jung, é o efeito sombra aquilo que não queremos ser, portanto o contrário é verdadeiro.

“O segredo da vida consiste em recusar qualquer emoção que não seja conveniente.” Oscar Wilde

Até ao próximo artigo,

Bruno Amaral

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A actividade física

Ter uma actividade física é muito importante, para manter o corpo jovem e saudável por muito tempo.

Sabia que a partir dos 40 anos, se não tiver actividade física perde cerca de 200 gramas (por ano) de massa muscular, perdendo inclusive densidade óssea?…

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A Organização Mundial de Saúde reconhece a importância da actividade física, enumerando mesmo os benefícios: reduz o risco de morte prematura por doenças cardiovasculares, diabetes do tipo II e cancro do cólon, reduz ainda a depressão e a ansiedade, ajuda a controlar o peso corporal, a reduzir a hipertensão arterial, a manter a saúde e o bom funcionamento do sistema músculo-esquelético, a melhorar a mobilidade e a promover o bem-estar psicológico.

Muitas vezes associamos actividade física a ir para o ginásio todos os dias. Conclusão: a maioria das pessoas já desiste da ideia só de pensar nela.

Ter uma actividade física pode ser por exemplo andar durante 45 minutos, 3 x por semana.

Vou enumerar algumas coisas que deve ter em conta:

 – Escolha uma actividade física que goste de fazer (caminhar, correr, bicicleta, ginásio, natação, dançar, etc..);

 – Deve fazê-la entre 3 a 4 vezes por semana;

 – Não há fórmula pronta, ou seja, não existe padrão para todas as pessoas, tem que ser algo de que se goste. Lembre-se que o prazer na actividade escolhida é factor essencial para que não desista;

 – A praticabilidade é importante, por isso procure algo perto do trabalho ou de casa, se for longe acaba por desistir.

Algumas dicas adicionais, para eliminar desculpas por falta de disponibilidade:

 – Pode optar por, 3 vezes por semana, subir as escadas em vez de utilizar o elevador. Esta actividade produz tão bons resultados que criaram uma máquina que simula a subida dos degraus;

 – Deixe o carro mais longe do local de trabalho ou, caso utilize os transportes públicos, saia uma a duas paragens antes, isso vai fazer com que caminhe;

 – Arranje um colega ou amigo para iniciar a actividade, assim cria o compromisso e ajuda a manter a regularidade na prática;

 – Ao fim-de-semana faça uma caminhada longa com a família, e aproveite o tempo para conversar, rir, brincar. Deve ser uma actividade que lhe proporcione mais qualidade de vida e uma maior cumplicidade entre os familiares.

A decisão agora está do seu lado. Termino com uma frase de um idoso anónimo:

“Se eu soubesse que iria viver tanto tempo… teria cuidado melhor de mim.”

Até ao próximo artigo,

Bruno Amaral