O que fazer no ásana?

Um dos objectivos das técnicas corporais do yoga é permanecer o máximo de tempo. Lembro que esse tempo é diferente de pessoa para pessoa, e varia também com a técnica: há posições ou posturas que conseguimos permanecer mais tempo outras menos.

O mais importante é mesmo respeitar o seu corpo e o seu ritmo, não tenha pressa. A natureza não dá saltos, tudo tem o seu tempo e o conforto é essencial.

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Mas o que fazer? 

Muitas vezes quando estamos na posição a nossa mente foge para outro lugar: coisas que deixei de fazer, outras que preciso fazer, alguma conversa que ouvi, as contas para pagar, ou ainda julgar o que as outras pessoas estão a pensar…

Procure viver o momento, concentre a atenção no corpo, no movimento de entrar e sair do ásana. Perceba as partes do corpo que estão a trabalhar, que são solicitadas para conseguir manter a posição estável, imóvel. Sinta os músculos que contraem e os que estendem, as articulações solicitadas. Evite colocar carga/peso nas suas articulações, ao fazer isso vai prolongar a sua longevidade; a força deve ser feita pelos músculos. Procure relaxar os músculos que não estão a ser utilizados.

Resumindo: utilize a força muscular e descontraia as articulações, mantenha a atenção nos que estão a ser solicitados, lembrando que se deve esforçar, mas sem forçar.

Agora que percebeu o seu corpo, volte a atenção para a respiração: deixe a respiração natural e observe sem interferir. Como está o ritmo? Que partes da respiração estão a ser utilizadas? (baixa, média, alta) Que fases estão mais demoradas? (inspiração, expiração, retenção com e sem ar)

Domine agora a sua respiração: mantenha um ritmo lento e contínuo, evite oscilações (lento, rápido), faça uma respiração o mais profundo possível, de forma a utilizar as três partes. Utilize o seu potencial máximo, marque as fases de retenção, não sendo necessário contar o ritmo, apenas dar a pausa com e sem ar.

Caso a sua mente fuja, traga-a de volta. A nossa natureza leva-nos à dispersão, o ásana ajuda a treinar o foco, a concentração no que está a ser feito. Transportando essa conquista para a nossa vida, vamos poder concentrar-nos no que realmente importa, evitando as distracções que estão à nossa volta.

Dicas para evoluir aproveitando a respiração:

Se estiver a fazer uma posição de flexibilidade procure avançar durante a expiração. Esta fase da respiração está associada à descontracção, ao relaxar a musculatura consegue evoluir mais.

Se a posição é de força ou equilíbrio procure manter a atenção na inspiração. Ao inspirar estamos a trazer oxigénio, que está a ser utilizado pelos músculos (força) e também estendemos a coluna vertebral, abrimos o peito o que vai ajudar a manter o equilíbrio.

Aproveite o momento e entregue-se! É tão difícil nos dias de hoje ter um momento só nosso. A prática é o seu momento: aproveite e desfrute ao máximo. O seu corpo e mente agradecem, e a forma que têm de demonstrar isso é ficando com mais saúde, bem-estar e lucidez.

Boa semana!

Bruno Amaral

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Dieta recomendada pela ONU

shutterstock_72197374-642x336Hoje reproduzimos um artigo publicado no site Olhar Animal

Uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome, da escassez de combustíveis e dos piores impactos das mudanças climáticas, afirmou hoje um relatório da ONU. Na medida em que a população mundial avança para o número previzível de 9,1 bilhões de pessoas em 2050 e o apeite por carne e laticínios ocidental é insustentável, diz o relatório do painel internacional de gerenciamento de recursos sustentáveis do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP).

Diz o relatório: “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam sustancialmente devido ao crescimento da população e do consumo de produtos de origem animal. Ao contrário dos que ocorre com os combustíveis fósseis, é difícil procurar por alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial nos impactos somente seria possível com uma mudança substancial na alimentação, eliminando produtos de origem animal”.

O professor Edgar Hertwich, principal autor do relatório, disse: “Produtos de origem animal causam mais danos do que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. A biomassa e plantações para alimentar animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fósseis”.

A recomendação segue o conselho de Lorde Nicholas Stern, ex-conselheiro do governo trabalhista inglês sobre a economia das mudanças climáticas. O Dr. Rajendra Pachauri, diretor do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), também fez um apelo para que as pessoas observem um dia sem carne por semana para reduzir emissões de carbono.

O painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com o desenvolvimento econômico, eles disseram.

Ernst von Weizsaecker, um dos cientistas especializados em meio ambiente que coordenaram o painel, disse: “A crescente riqueza econômica está levando a um maior consumo de carne e laticínios – os rebanhos agora consomem boa parte das colheitas do mundo e, por inferência, uma grande quantidade de água doce, fertilizantes e pesticidas”.

Tanto a energia quanto a agricultura precisam ser “dissociadas” do crescimento econômico porque os impactos ambientaris aumentam grosso modo 80% quando a renda dobra, afirma o relatório.

Achim Steiner, subsecretário geral da ONU e diretor executivo da UNEP,afirmou: “Separar o crescimento dos danos ambientais é o desafio número um de todos os governos de um mundo em que o número de pessoas cresce exponencialmente, aumentando a demanda consumista e persistindo o desafio de aliviar a miséria e a pobreza”.

O painel, que fez uso de diversos estudos incluindo o Millennium Ecosystem Assessment (avaliação do ecosistema no milênio), cita os seguintes itens de pressão ambiental como prioridade para os governos do mundo: mudanças climáticas, mudanças de habitats, uso com desperdício de nitrogênio e fósforo em fertilizantes, exploração excessiva dos oceanos e rios por meio da pesca, exploração de florestas e outros recursos, espécies invasoras, fontes não seguras de água potável e falta de saneamento básico, exposição ao chumbo, poluição do ar urbano e contaminação por outros metais pesados.

A agricultura, particularmente a carne e os laticínios, é responsável pelo consumo de 70% de água fresca do planeta, 38% do uso da terra e 19% da emissão de gases de efeito estufa, diz o relatório, que foi liberado para coincidir com o dia Mundial do Meio Ambiente no sábado.

Ano passado, a Organização de Alimentos e Agricultura da ONU (FAO) disse que a produção de alimentos teria de aumentar em 70% para suprir as demandas em 2050. O painel afirmou que os avanços na agricultura serão ultrapassados pelo crescimento populacional.

O professor Hertwich, que é também diretor de um programa de ecologia industrial na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, disse que os países em desenvolvimento, onde se dará grande parte do crescimento populacional, não devem seguir os padrões de consumo ocidentais: “Os países em desenvolvimento não devem seguir nossos modelos. Mas cabe a nós desenvolver tecnologias em, digamos, energia renovável e métodos de irrigação.”

Fonte: Brasil em Pauta / Guardian

Faça uma pausa

“Os homens de génio às vezes produzem mais quando menos trabalham, pois esta é a hora em que elaboram invenções e formam em suas mentes as ideias perfeitas que depois expressam e reproduzem com as mãos.” Leonardo da Vinci

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No mundo em que vivemos é valorizado o trabalho e a actividade, deixando para trás muitas vezes a renovação e recuperação. Os dois aspectos são importantes e necessários para ter uma alta produtividade.

Vários estudos feitos comprovam que conseguimos estar em concentração e atenção por um período de tempo que varia entre 90 a 120 minutos. Após esse tempo a nossa velocidade de percepção e assimilação baixa. É como se o nosso cérebro começasse a funcionar em câmara lenta, podendo algumas vezes até produzir visão dupla.

Para maximizar a sua produtividade, procure fazer uma pausa após esse período de tempo. Alterne com um tipo de actividade oposta à que estava fazer.

Se era uma actividade mental faça algo físico: caminhe um pouco, aproveite para alongar, suba escadas, converse sobre algo não relacionado.

Caso a actividade seja física: procure ler, ouvir uma palestra, um audiobook, aproveite e invista em conhecimento, aumente as suas competências.

Reserve um tempo para si e dedique esse tempo a um actividade de que goste muito, que lhe dê prazer, que o faça sentir-se realizado.

O conceito de maximizar o desempenho alternando períodos de actividade com períodos de descanso foi escrito pela primeira vez por Flavius ​​Philostratus (AD 170- 245), que escreveu manuais de treino para atletas gregos. Cientistas desportivos russos ressuscitaram este conceito na década de 1960 e começaram a aplicá-lo com um sucesso impressionante nos seus atletas olímpicos. Hoje, a relação “descanso/trabalho” estão no centro da periodização, um método de treinamento utilizado por atletas de elite em todo o mundo.

Por isso, se quer ser mais produtivo, faça pausas conscientes, procure gerir a sua energia.

Até ao próximo artigo.

Bruno Amaral