Mecanismos de Defesa do Ego

“A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.”    Freud

id-ego-superego

Depois de ter distinguido os conceitos de consciente e inconsciente, Freud introduz os conceitos de id, ego e superego:

Id: É a parte mais primitiva associado ao prazer, procura gratificação imediata, sem noção de bem, mal, moralidade, ética, valores ou juízo. É exigente, cego, egoísta, irracional.

Superego: Responsável pelas regras morais de decência, limite, do que é adequado. A sua função é inibir a satisfação do Id, através de punição ou sentimento de culpa aos impulsos que sejam contrários à consciência moral.

Ego: É o intermediário, o mediador. Cria mecanismos de defesa, protege e lida com a ansiedade produzida pelo Id por não serem atendidos os seus desejos. Os impulsos do Id são muitas vezes reprimidos pelo Ego por causa do medo de castigo.

Existem vários mecanismos de defesa. Vou deixar apenas alguns que sejam facilmente reconhecidos, e que prejudiquem a nossa produtividade.

Negação: É a defesa que se baseia em negar a dor, ou outras sensações de desprazer. É considerado um dos mecanismos de defesa menos eficazes pois é fácil de identificar. Podemos citar como exemplo o comportamento das crianças a “mentir”, negando acções que realizaram e que gerariam castigos. São processos geralmente inconscientes ou subconscientes (a pessoa que diz ser produtiva, mas durante o horário de trabalho vê vídeos, email de piadas, facebook e uma variedade de coisas não relacionadas com o seu trabalho).

Racionalização: Lógica favorável para os nossos interesses (exemplo: fui demitido porque não quis bajular o chefe, ou preciso levar trabalho para casa porque todos os colegas levam). A racionalização sobre algum facto não é apenas uma simples “explicação”, ela envolve um conjunto complexo de “explicações”, evitando assim ataques. Isto é, se uma for destruída haverá outra para substituí-la. O que difere a racionalização da dissimulação é o facto de que tais “explicações” não são simples mentiras. Geralmente não temos a intenção de enganar, simplesmente não estamos conscientes das deformações no nosso pensamento. Outro exemplo: quando chego ao local de trabalho penso “como trabalhei em casa, aqui posso descansar um pouco, eu mereço”.

Projecção: Consiste em passar um impulso interno para o exterior, pode ser uma pessoa ou objecto. Muitas vezes esses impulsos são inconscientes. A projecção ajuda a reduzir a ansiedade quando estou diante de um impulso indesejável sem saber (exemplo: um jogador de ténis que, ao perder uma partida, justifica a sua derrota e coloca a culpa na qualidade da raquete; ou tratarmos uma pessoa com hostilidade, justificando a nós mesmos que ela é uma pessoa hostil, quando na verdade somos nós que estamos a agir hostilmente, enquanto a outra pessoa age normalmente.)

“O pensamento é o ensaio da acção.” Freud

Até ao próximo artigo,

Bruno Amaral

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