Ásana

Ao praticarmos ásana, técnicas corporais, este nos desvela o quadro completo dos nossos limites musculares e articulares.

Muitos de nós, principalmente quando iniciantes, assustamo-nos com as limitações reveladas.
Daí a importância de refletirmos um pouco sobre as tensões, suas origens, desenvolvimento e reeducação.
O fenómeno da tensão muscular
Os músculos têm uma grande capacidade contrátil. Qualquer estímulo captado pelos sentidos (visão, audição, tato, olfato e gustação) sempre produzem uma reação contrátil na musculatura. Quando interpretamos este sinal como uma ameaça à nossa integridade, seja ela imaginária ou real, a nossa rede muscular se retrai, construindo um escudo defensivo com o intuito de diminuir o impacto da intimidação sobre as áreas vitais.
Uma vez que a ameaça deixa de existir, os músculos retornam ao seu ponto de repouso, contração parcial ou tónus muscular que é a situação ideal em que o músculo permanece para iniciar uma contração imediatamente depois de receber um sinal dos centros nervosos. Numa  condição de relaxamento completo (sem tónus), o músculo levaria muito tempo a reagir ao estímulo, colocando em risco a vida.
Porém, quando uma determinada ameaça se repete por um longo tempo (meses ou anos), como medida preventiva e defensiva, o tónus muscular aumenta, deformando-se, deixando os feixes e fibras retraídos, endurecidos e os músculos perdem a capacidade de retornar ao nível de repouso ou contração parcial.
Desta forma, deterioramos a nossa flexibilidade, o suprimento sanguíneo para os músculos, os reflexos, a percepção sensorial, aumenta a acumulação de produtos tóxicos nas células e predispondo a rede muscular à fadiga e a dor.
O ásana e o conceito de energia viva
Mas apesar deste quadro desanimador, padronizado e consumido pela maioria da população, existe luz no fim do túnel: o ásana, procedimento orgânico e parte integrante dos componentes técnicos do Método DeRose.
Também é definido como técnica psicofísica, pelo aporte mental incluído na performance dos mais de 2000 ásanas sistematizados pelo Sistema DeRose de reeducação integral. O desempenho físico é apenas a porta de entrada da efetivação do exercício. Uma vez que o corpo se ajusta à posição, inicia-se a verdadeira prática, através da aplicação da localização da consciência, respiração coordenada e mentalizações.
Além de todas estas, uma das características mais marcantes do ásana é a permanência, em oposição ao modelo ocidental de fazer-se movimentos corporais com repetição.
Quando o praticante permanece no ásana, este atua profundamente sobre os fusos musculares, receptores dentro da célula muscular, responsável pelo tónus e proteção contra riscos de distensão. A permanência, aliada à atenção localizada, respiração coordenada e mentalizações, possibilitam ao ásana comunicar-se com o fuso muscular, estimulado-o a diminuir seu controle defensivo sobre os músculos. Assim, feixes e fibras musculares diminuem os níveis de contratura, alongando-se.
Quando as fibras estendem-se, todo o volume de energia aglutinado para manter a retração muscular por anos a fio, é progressivamente liberado, transformando-se em energia viva. Portanto, quanto maior for a assiduidade às práticas,
mais rápida e maior é o montante de energia liberada.
Quando combinamos tempo e frequência no treinamento dos ásanas, associados aos demais feixes de técnicas da aula característica do método, o resultado é um indivíduo convivendo com um coeficiente de força e energia para muito além da normalidade.
Foto: Fábio Euksuzian
Extraído e adaptado do texto ÁSANA, TENSÃO MUSCULAR E ENERGIA VIVA,  Blog do Jojó
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One thought on “Ásana

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